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	<title>Trechos sublinhados</title>
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		<title>Trechos sublinhados</title>
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		<title>Guilhermo Arriaga</title>
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		<pubDate>Thu, 25 Jun 2009 15:22:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>camila</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[guilhermo arriaga]]></category>

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		<description><![CDATA[Guilhermo Arriaga é um sujeito que me intriga. Ele é roteirista de cinema e escritor. Na primeira função, assinou Babel, Os três enterros de Melquiades Estrada, 21 gramas, todos filmes que adoro. Como autor, assinou Búfalo da Noite e Um Doce Aroma de Morte, livros que estão na minha próxima listinha de aquisições. Com certo [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=trechossublinhados.wordpress.com&amp;blog=7285127&amp;post=179&amp;subd=trechossublinhados&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Guilhermo Arriaga é um sujeito que me intriga. Ele é roteirista de cinema e escritor. Na primeira função, assinou Babel, Os três enterros de Melquiades Estrada, 21 gramas, todos filmes que adoro. Como autor, assinou Búfalo da Noite e Um Doce Aroma de Morte, livros que estão na minha próxima listinha de aquisições.</p>
<p>Com certo atraso, descobri uma entrevista dele no Youtube, que coloco abaixo. Entre tudo o que ele falou, destaco os conselhos que ele dá aos escritores iniciantes. Ele diz (na segunda parte da entrevista):</p>
<p><em>Todo escritor escreve. Parece muito bobo, mas há pessoas que se castram e tem medo de escrever. Termine o que está escrevendo. Não julgue seu trabalho, deixe que os outros o julguem. Há muitos escritores que tentam se comparar a Kafka, Faulkner, ou  Jorge Amado, Guimarães Rosa. Se você fizer assim, nunca vai conseguir. (&#8230;) Nunca procurem ser profundos. Vocês contam a história. Se forem profundos em si mesmos, a história será profunda. Não se pode ser profundo por decreto.<br />
</em></p>
<p>É um contraste com os conselhos dados por autores brasileiros. Já vi muitos comentários do tipo: você está fadado ao fracasso, desista enquanto há tempo, estão todos contra você. Falam como se escrever fosse uma dádiva suprema reservada aos autores renomados e seu clubinho de amigos &#8211; e não um prazer pessoal do autor em conseguir traduzir num parágrafo sua visão de mundo.</p>
<p>Não consigo identificar nesses conselhos o limite entre: seu uso como guardiões de um templo intocável e inacessível (a literatura) reservado apenas aos que possuem caneta de ouro; o narcisismo quase infinito de quem os profere; o conselho sincero de quem já levou muita porrada da crítica.</p>
<p>Enfim, aqui vai o Guilhermo.</p>
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<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://trechossublinhados.wordpress.com/2009/06/25/guilhermo-arriaga/"><img src="http://img.youtube.com/vi/Dd_jaAFWa4E/2.jpg" alt="" /></a></span>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/trechossublinhados.wordpress.com/179/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/trechossublinhados.wordpress.com/179/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/trechossublinhados.wordpress.com/179/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/trechossublinhados.wordpress.com/179/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/trechossublinhados.wordpress.com/179/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/trechossublinhados.wordpress.com/179/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/trechossublinhados.wordpress.com/179/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/trechossublinhados.wordpress.com/179/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/trechossublinhados.wordpress.com/179/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/trechossublinhados.wordpress.com/179/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/trechossublinhados.wordpress.com/179/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/trechossublinhados.wordpress.com/179/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/trechossublinhados.wordpress.com/179/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/trechossublinhados.wordpress.com/179/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=trechossublinhados.wordpress.com&amp;blog=7285127&amp;post=179&amp;subd=trechossublinhados&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>O tempo de Ivana</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Jun 2009 00:57:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>camila</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[doidivana]]></category>
		<category><![CDATA[hotel novo mundo]]></category>
		<category><![CDATA[ivana arruda leite]]></category>

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		<description><![CDATA[A Ivana Arruda Leite é uma das escritoras que mais me despertam curiosidade. Ainda não li nada dela, mas estou esperando seu novo romance, Hotel Novo Mundo, que está para ser lançado. Embora não tenha lido seus livros, acompanho de perto seu blog, Doidivana. Sem dúvida, é um dos que mais me diverte. No momento, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=trechossublinhados.wordpress.com&amp;blog=7285127&amp;post=170&amp;subd=trechossublinhados&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Ivana Arruda Leite é uma das escritoras que mais me despertam curiosidade. Ainda não li nada dela, mas estou esperando seu novo romance, Hotel Novo Mundo, que está para ser lançado.</p>
<p>Embora não tenha lido seus livros, acompanho de perto seu blog, <a href="http://doidivana.wordpress.com/" target="_blank">Doidivana</a>. Sem dúvida, é um dos que mais me diverte.</p>
<p>No momento, observo com particular interesse a série &#8220;Azeitonas&#8221;, pequenos  posts sobre os bastidores da produção de HNM. <a href="http://doidivana.wordpress.com/2009/06/02/azeitona-13/">No último</a>, ela comenta que Ignácio Loyolla Brandão assinará a orelha de sua obra. E fecha o texto com uma frase que eu achei pra lá de comovente:</p>
<p>&#8220;Às vezes, a vida demora pra ficar bela.&#8221;</p>
<p>Não sei se posso dizer isso com propriedade, mas acho que entendo perfeitamente o que ela quer dizer.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/trechossublinhados.wordpress.com/170/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/trechossublinhados.wordpress.com/170/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/trechossublinhados.wordpress.com/170/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/trechossublinhados.wordpress.com/170/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/trechossublinhados.wordpress.com/170/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/trechossublinhados.wordpress.com/170/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/trechossublinhados.wordpress.com/170/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/trechossublinhados.wordpress.com/170/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/trechossublinhados.wordpress.com/170/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/trechossublinhados.wordpress.com/170/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/trechossublinhados.wordpress.com/170/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/trechossublinhados.wordpress.com/170/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/trechossublinhados.wordpress.com/170/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/trechossublinhados.wordpress.com/170/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=trechossublinhados.wordpress.com&amp;blog=7285127&amp;post=170&amp;subd=trechossublinhados&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>A hora da estrela</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Jun 2009 17:14:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>camila</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
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		<description><![CDATA[&#8220;Tudo no mundo começou com um sim. Uma molécula disse sim a outra molécula e nasceu a vida. Mas antes da pré-história havia a pré-história e havia o nunca e havia o sim. Sempre houve. Não sei o quê, mas sei que o universo jamais começou. &#8220; Não sei dizer ao certo quantas vezes li [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=trechossublinhados.wordpress.com&amp;blog=7285127&amp;post=165&amp;subd=trechossublinhados&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright size-full wp-image-167" title="a hora da estrela" src="http://trechossublinhados.files.wordpress.com/2009/06/a-hora-da-estrela.jpg?w=170&#038;h=262" alt="a hora da estrela" width="170" height="262" />&#8220;Tudo no mundo começou com um sim. Uma molécula disse sim a outra molécula e nasceu a vida. Mas antes da pré-história havia a pré-história e havia o nunca e havia o sim. Sempre houve. Não sei o quê, mas sei que o universo jamais começou. &#8220;</p>
<p>Não sei dizer ao certo quantas vezes li e reli esse parágrafo. É o primeiro de <em>A hora da estrela</em>, da Clarice Lispector. Incrível.</p>
<p>A leitura está indo devagar. Não por falta de tempo ou interesse. Mas é que paro para reler duas ou três vezes algumas frases geniais. Como estas:</p>
<p>&#8220;As coisas estavam de algum modo tão boas que podiam se tornar muito ruins porque o que amadurece plenamente pode apodrecer. P. 17</p>
<p>&#8220;Até que não seria de todo ruim ser vampiro pois bem que lhe iria algum rosado de sangue no amarelado do rosto, ela que não parecia ter sangue a menos viesse um dia a derramá-lo. P. 26</p>
<p>&#8221; Tinha olhar de quem tem uma asa ferida. P. 26</p>
<p>&#8220;Essa moça não sabia que ela era o que era, assim como um cachorro não sabe que é cachorro. Daí não se sentir infeliz. P. 27</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/trechossublinhados.wordpress.com/165/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/trechossublinhados.wordpress.com/165/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/trechossublinhados.wordpress.com/165/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/trechossublinhados.wordpress.com/165/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/trechossublinhados.wordpress.com/165/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/trechossublinhados.wordpress.com/165/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/trechossublinhados.wordpress.com/165/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/trechossublinhados.wordpress.com/165/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/trechossublinhados.wordpress.com/165/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/trechossublinhados.wordpress.com/165/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/trechossublinhados.wordpress.com/165/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/trechossublinhados.wordpress.com/165/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/trechossublinhados.wordpress.com/165/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/trechossublinhados.wordpress.com/165/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=trechossublinhados.wordpress.com&amp;blog=7285127&amp;post=165&amp;subd=trechossublinhados&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Milamor – Suave nocaute</title>
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		<pubDate>Fri, 22 May 2009 12:58:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>camila</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[livia garcia-roza]]></category>
		<category><![CDATA[milamor]]></category>

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		<description><![CDATA[Alguns romances permitem opiniões indiscutíveis a seu respeito. No caso de Milamor, há três afirmações categóricas que posso fazer.  A primeira: o romance de Livia Garcia-Roza é de uma delicadeza aguda. A segunda: Maria, a protagonista, uma viúva que é levada a reviver o amor e o desejo na virada de seus 60 anos, é [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=trechossublinhados.wordpress.com&amp;blog=7285127&amp;post=151&amp;subd=trechossublinhados&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong> </strong></p>
<p><img class="alignleft size-medium wp-image-154" title="milamor" src="http://trechossublinhados.files.wordpress.com/2009/05/milamor.jpg?w=165&#038;h=256" alt="milamor" width="165" height="256" />Alguns romances permitem opiniões indiscutíveis a seu respeito. No caso de Milamor, há três afirmações categóricas que posso fazer.  A primeira: o romance de Livia Garcia-Roza é de uma delicadeza aguda. A segunda: Maria, a protagonista, uma viúva que é levada a reviver o amor e o desejo na virada de seus 60 anos, é uma verdadeira <em>lady</em>. Terceira: o humor fino e a delicadeza da autora não a impedem de nocautear o leitor com uma história de solidão dura e triste.</p>
<p>Com uma estrutura não-linear, Livia narra a vida de Maria, filha de imigrantes alemães, desde sua infância até seus 60 anos. Como diz a própria protagonista, sua história é a reconstrução de uma ruína. Maria foi abandonada pelo marido quando o casal tinha dois filhos pequenos, Vitor, que virou um rapaz reservado e discreto, e Maria Inês, a mais nova, com quem mal consegue dialogar. Levou a vida toda para superar o trauma da separação, viveu tão bem quanto mal. Encontrou Haroldo, seu segundo marido, um homem precioso, que não amava, mas que lhe transmitia paz. Era o mais importante. Maria teve ainda uma infância solitária, com poucos amigos, viu a mãe abortar e o pai morrer. Tem amigas que atravessam os dramas e alegrias da terceira idade, como a transformação do corpo e a vinda dos netos.</p>
<p>Livia escreve como quem cochicha um segredo. Aos poucos, leva o leitor a conhecer os pensamentos mais secretos de sua protagonista. O contato com as dúvidas e opiniões de Maria é uma espécie de revelação silenciosa que a autora nos entrega. Como pensa uma mulher de 60 anos que tem a alma de quem descobre a vida?</p>
<p>A autora apresenta ainda Alencar, um homem distinto e interessante, sobre quem sabemos pouco, mas por quem Maria tem um ataque fulminante de paixão à primeira vista. Surge a pergunta: o que fazer? Com base nos conselhos que recebe de uma de suas amigas, Maria decide viver.</p>
<p>Apenas um detalhe não consegui entender. Quando um livro leva como título o nome de um personagem, subentende-se que este personagem terá um papel fundamental na trama, sendo este o protagonista ou alguém muito próximo a ele. Neste caso, Milamor é uma coadjuvante longe do tema central. É uma vizinha que Maria teve na infância, única amiguinha mencionada, citada duas ou três vezes no livro todo. Embora exista uma passagem linda sobre ela (trecho selecionado), a presença de Milamor não é crucial, e tem uma influência muito pequena na formação da protagonista. Além da poesia do nome, não há nada nesta personagem que justifique dar título à obra. Fico pensando se algo no texto de Livia não me escapou.</p>
<p>Para quem não quiser conhecer detalhes sobre a trama de Milamor, a resenha termina aqui. Um belo livro. Suave, mas, contraditoriamente, com o peso da tristeza. Nos parágrafos abaixo, pequenos spoilers.</p>
<p>Senti falta de dois elementos na costura da história. O primeiro é o desfecho sobre o fim do casamento de Maria Inês, filha da protagonista. Desde o início, a narradora toca no assunto, dizendo que contará os motivos da separação dolorosa mais adiante. Mas essas razões não são apresentadas. Certo, não são fundamentais para a coerência da trama, mas pela insistência com que o tema foi tratado, pensei que conheceríamos os tais motivos. Minha teoria é que Livia teria incluído o esquecimento como característica de sua personagem. Por isso, Maria acaba não comentando este assunto, que, para ela, é importante.</p>
<p>O segundo elemento fica por conta do aparecimento do marido, 30 anos depois de ter abandonado a família. Quando Maria descobre que o marido ligou, seu mundo cai. Pela narrativa, tive a impressão de que aquele telefonema seria uma reviravolta na vida da protagonista e de seus filhos. Eu esperava um choque, um grande conflito. Mas não. Tudo acontece suavemente, como se nada tivesse acontecido. Teria Maria superado, enfim, o trauma da separação e finalizado a reconstrução de sua ruína? Não é o que parece.</p>
<p><strong>Trecho selecionado </strong></p>
<p>“Papai esticou o braço e me entregou um cartão coberto de flor. Não havia um cantinho dele sem flor. E atrás do cartão estava escrito:</p>
<p>‘Um beijo, Dolores.’</p>
<p>Milamor! Me abracei com o cartão e corri para o quarto. Entrando, fechei a porta, me encostei nela e vim escorregando até cair de bunda no chão – olhando para as flores! À noite, pedi emprestado o travesseiro de mamãe. Pus o cartão em cima dele, me deitei e os cobri.” (p. 123)</p>
<p>Você também pode ler essa resenha no <a href="http://www.amalgama.blog.br/05/2009/milamor-%E2%80%93-suave-nocaute/#more-365" target="_blank">Amálgama</a>.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/trechossublinhados.wordpress.com/151/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/trechossublinhados.wordpress.com/151/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/trechossublinhados.wordpress.com/151/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/trechossublinhados.wordpress.com/151/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/trechossublinhados.wordpress.com/151/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/trechossublinhados.wordpress.com/151/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/trechossublinhados.wordpress.com/151/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/trechossublinhados.wordpress.com/151/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/trechossublinhados.wordpress.com/151/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/trechossublinhados.wordpress.com/151/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/trechossublinhados.wordpress.com/151/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/trechossublinhados.wordpress.com/151/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/trechossublinhados.wordpress.com/151/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/trechossublinhados.wordpress.com/151/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=trechossublinhados.wordpress.com&amp;blog=7285127&amp;post=151&amp;subd=trechossublinhados&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>O Mago</title>
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		<pubDate>Mon, 27 Apr 2009 00:23:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>camila</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[Fernando Morais]]></category>
		<category><![CDATA[O Mago]]></category>
		<category><![CDATA[Paulo Coelho]]></category>

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		<description><![CDATA[Terminei de ler O Mago e cinco tópicos me marcaram: 1. Durante toda a biografia, Morais intercala sua narrativa com as impressões de Paulo Coelho, tiradas diretamente das paginas do diario do escritor. Sabemos com muita precisão o que PC sentiu, pensou, imaginou durante diversas passagens de sua vida, dos momentos mais duros aos mais [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=trechossublinhados.wordpress.com&amp;blog=7285127&amp;post=131&amp;subd=trechossublinhados&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright size-medium wp-image-132" title="o-mago" src="http://trechossublinhados.files.wordpress.com/2009/04/o-mago.jpg?w=156&#038;h=236" alt="o-mago" width="156" height="236" />Terminei de ler<em> O Mago</em> e cinco tópicos me marcaram:</p>
<p>1. Durante toda a biografia, Morais intercala sua narrativa com as impressões de Paulo Coelho, tiradas diretamente das paginas do diario do escritor. Sabemos com muita precisão o que PC sentiu, pensou, imaginou durante diversas passagens de sua vida, dos momentos mais duros aos mais prazerosos. Este formato contribui para a riqueza da biografia, que oferece, ao mesmo tempo, fatos e impressões. No final do livro, contudo, quando Morais começa a relatar o inicio do sucesso de Coelho como escritor, essas impressões simplesmente desaparecem. Não me lembro de ter lido algo que faça referência às sensações e pensamentos de PC quando, finalmente, alcança seu sonho de adolescente &#8211; ser um escritor famoso e reconhecido no mundo todo. Não entendi essa quebra de ritmo, mas o fato é que senti uma falta enorme de saber o que Coelho sentiu/pensou ao perceber que seu desejo se realizava.</p>
<p>2. Também gostaria muito de saber em que momento destes últimos 20 anos Paulo Coelho sentiu que seu antigo sonho se concretizava, dado ausente na biografia.</p>
<p>3. Durante os primeiros 40 anos de sua vida, Paulo Coelho alimentou o desejo &#8211; sempre frustrado &#8211; de ser um escritor famoso. Foi roqueiro, dramaturgo, executivo da indústria fonográfica, mas não era isso que ele queria. Desembestou a escrever somente aos 40, de uma hora para outra, apos percorrer o caminho de Santiago de Compostela. Por isso, também queria saber o que aconteceu, se houve um fator determinante, para que PC passasse a produzir um livro a cada dois anos, a partir dos 40. Ou, de modo inverso, o que segurou sua pluma durante as quatro primeiras décadas de sua vida.</p>
<p>4. Senti falta de uma redação mais enfática da parte de Morais, ao relatar a mudança que <em>O Alquimista</em> causou na vida de PC. Este livro representou uma verdadeira revolução na vida de Coelho, e acho que esta passagem merecia um relato mais detalhado.</p>
<p>5. A biografia traz muitas fotos, copias de documentos, recortes de jornais que ilustram as passagens mais bizarras e interessantes da vida de Paulo Coelho. Gostaria de saber se essas imagens faziam parte do conteúdo do bau de PC que Morais ganhou o direito de revirar, ou se foi resultado de um detalhado trabalho de pesquisa. De todo modo, merecem destaque.</p>
<p>Update:</p>
<p>Vendo os comentários do Fernando Morais<a href="http://www.fernandomorais.com.br/entrevistas.php" target="_blank"> no site dele</a>, há uma resposta para minha questão nº3. Morais conta que a visita de Coelho a um campo de concentração na Alemanha, onde PC teve uma epifania, foi um fator decisivo para que começasse a escrever. Esta passagem está no livro. Mas ainda assim queria saber o que o segurou durante 4 décadas em seu sonho de ser escritor famoso e lido mundialmente.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/trechossublinhados.wordpress.com/131/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/trechossublinhados.wordpress.com/131/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/trechossublinhados.wordpress.com/131/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/trechossublinhados.wordpress.com/131/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/trechossublinhados.wordpress.com/131/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/trechossublinhados.wordpress.com/131/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/trechossublinhados.wordpress.com/131/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/trechossublinhados.wordpress.com/131/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/trechossublinhados.wordpress.com/131/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/trechossublinhados.wordpress.com/131/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/trechossublinhados.wordpress.com/131/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/trechossublinhados.wordpress.com/131/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/trechossublinhados.wordpress.com/131/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/trechossublinhados.wordpress.com/131/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=trechossublinhados.wordpress.com&amp;blog=7285127&amp;post=131&amp;subd=trechossublinhados&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Profecia</title>
		<link>http://trechossublinhados.wordpress.com/2009/04/16/profecia/</link>
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		<pubDate>Thu, 16 Apr 2009 12:13:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>camila</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[Fernando Morais]]></category>
		<category><![CDATA[O Mago]]></category>
		<category><![CDATA[Paulo Coelho]]></category>

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		<description><![CDATA[Lendo O Mago, tenho a impressão de que Fernando Morais costura os fatos e eventos da vida de Paulo Coelho como se este autor estivesse predestinado a ser um escritor famoso. Fico pensando se Paulo Coelho, ao viver todos aqueles episódios, tinha, além do desejo profundo, a certeza de que seria lido no mundo todo. [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=trechossublinhados.wordpress.com&amp;blog=7285127&amp;post=119&amp;subd=trechossublinhados&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Lendo O Mago, tenho a impressão de que Fernando Morais costura os fatos e eventos da vida de Paulo Coelho como se este autor estivesse predestinado a ser um escritor famoso.</p>
<p>Fico pensando se Paulo Coelho, ao viver todos aqueles episódios, tinha, além do desejo profundo, a certeza de que seria lido no mundo todo. Isso muito me intriga.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/trechossublinhados.wordpress.com/119/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/trechossublinhados.wordpress.com/119/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/trechossublinhados.wordpress.com/119/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/trechossublinhados.wordpress.com/119/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/trechossublinhados.wordpress.com/119/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/trechossublinhados.wordpress.com/119/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/trechossublinhados.wordpress.com/119/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/trechossublinhados.wordpress.com/119/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/trechossublinhados.wordpress.com/119/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/trechossublinhados.wordpress.com/119/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/trechossublinhados.wordpress.com/119/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/trechossublinhados.wordpress.com/119/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/trechossublinhados.wordpress.com/119/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/trechossublinhados.wordpress.com/119/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=trechossublinhados.wordpress.com&amp;blog=7285127&amp;post=119&amp;subd=trechossublinhados&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
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		<title>O Mago</title>
		<link>http://trechossublinhados.wordpress.com/2009/04/15/o-mago/</link>
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		<pubDate>Wed, 15 Apr 2009 21:41:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>camila</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[diário]]></category>
		<category><![CDATA[Fernando Morais]]></category>
		<category><![CDATA[O Mago]]></category>
		<category><![CDATA[Paulo Coelho]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Programação Literária para o Ano de 1965 Comprar todos os jornais do Rio, em dia de semana. Verificar seções literárias, respectivos encarregados e diretores desses jornais. Enviar composições aos encarregados e carta explicativa aos diretores. Entrar em contato telefônico com eles, indagando o dia em que o escrito sai. Informar aos diretores quais são as [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=trechossublinhados.wordpress.com&amp;blog=7285127&amp;post=113&amp;subd=trechossublinhados&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;<strong>Programação Literária para o Ano de 1965</strong></p>
<p>Comprar todos os jornais do Rio, em dia de semana.<br />
Verificar seções literárias, respectivos encarregados e diretores desses jornais. Enviar composições aos encarregados e carta explicativa aos diretores. Entrar em contato telefônico com eles, indagando o dia em que o escrito sai. Informar aos diretores quais são as minhas ambições.<br />
Arranjar pistolões para publicação.<br />
Repetir operação com as revistas.<br />
Saber se algum recebedor dos meus escritos deseja recebê-los periodicamente.<br />
Repetir a operação com as estações de rádio. Sugerir um programa meu ou enviar minhas contribuições aos programas que já existem. Refazer o contato telefônico, indagando que dia será transmitido o que escrevo, se o for.<br />
Procurar o endereço dos grandes escritores e escrever para eles mandando minhas poesias e pedindo críticas, bem como a colocação em jornais que escrevem. Insistir sempre que a carta não for respondida.<br />
Comparecer sempre a noites de autógrafos, conferências, estréias de peças teatrais, procurando conversar com os grandes e fazer-me notado.<br />
Organizar montagens de peças teatrais de minha autoria com convidados pertencentes à roda literária da velha geração, conseguindo com isto o &#8216;apadrinhamento&#8217;.<br />
Procurar entrar em contato com a nova geração escritora, oferecendo coquetéis, comparecendo no lugar que ela frequenta. Continuar com a propaganda interna, comunicando sempre aos colegas minhas vitórias.&#8221; p. 130.</p>
<p>Trecho do diário de Paulo Coelho aos 18 anos.</p>
<p>MORAIS, Fernando. <em>O Mago</em>. São Paulo: Editora Planeta, 2008.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/trechossublinhados.wordpress.com/113/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/trechossublinhados.wordpress.com/113/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/trechossublinhados.wordpress.com/113/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/trechossublinhados.wordpress.com/113/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/trechossublinhados.wordpress.com/113/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/trechossublinhados.wordpress.com/113/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/trechossublinhados.wordpress.com/113/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/trechossublinhados.wordpress.com/113/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/trechossublinhados.wordpress.com/113/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/trechossublinhados.wordpress.com/113/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/trechossublinhados.wordpress.com/113/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/trechossublinhados.wordpress.com/113/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/trechossublinhados.wordpress.com/113/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/trechossublinhados.wordpress.com/113/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=trechossublinhados.wordpress.com&amp;blog=7285127&amp;post=113&amp;subd=trechossublinhados&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>A Estrada</title>
		<link>http://trechossublinhados.wordpress.com/2009/04/09/a-estrada/</link>
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		<pubDate>Thu, 09 Apr 2009 13:37:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>camila</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[a estrada]]></category>
		<category><![CDATA[cormac mccarthy]]></category>

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		<description><![CDATA[Não consegui pensar em nada a escrever sobre A Estrada, de Cormac McCarthy, logo após o fim da leitura. Não que não tivesse nada a dizer. Só preferi deixar a poeira baixar,  decantar as sensações, depois de ter sido atropelada pel&#8217;A Estrada. Agora pergunto: como um autor pode narrar o nada absoluto durante páginas e [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=trechossublinhados.wordpress.com&amp;blog=7285127&amp;post=68&amp;subd=trechossublinhados&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-70" title="aestrada" src="http://trechossublinhados.files.wordpress.com/2009/04/aestrada.jpg?w=188&#038;h=293" alt="aestrada" width="188" height="293" />Não consegui pensar em nada a escrever sobre A Estrada, de Cormac McCarthy, logo após o fim da leitura. Não que não tivesse nada a dizer. Só preferi deixar a poeira baixar,  decantar as sensações, depois de ter sido atropelada pel&#8217;A Estrada.</p>
<p>Agora pergunto: como um autor pode narrar o nada absoluto durante páginas e páginas e páginas, sem ser redundante? Onde ele encontra palavras para descrever um único cenário marcado não só pela morte, mas pela ausência completa de vida (são coisas diferentes), sem ser  repetitivo? Como ele consegue prender o leitor num mundo devastado, onde não há mais nada a ser feito, além de respirar e continuar vivo?</p>
<p>Pois McCarthy me convenceu de que não é necessário uma trama prolixa, uma pirotecnia verbal, personagens profundos, complexos com dilemas freudianos para se criar uma  história arrematadora. No caso de A Estrada, o autor se serve de uma estrada perdida no meio  do nada, da relação entre um pai e um filho, de um carrinho de compras, de lonas e cobertores para levar o leitor a um lugar onde ele jamais imaginou visitar. Para completar a barbárie, usa o suspense de uma ameaça constante, grupos de assassinos que comem gente, para fazer com que o leitor avance até a página seguinte. Será que o homem e o menino vão sobreviver?</p>
<p>No livro, McCarthy descreve um lugar indefinido, destruído por alguma força sem precedentes e da qual não se tem notícias, onde restaram poucos sobreviventes humanos e nenhuma outra forma de vida animal. Tudo foi queimado, as cinzas estão por toda parte, os cadáveres espalhados na beira da estrada, nas casas que ainda restam. Um cenário absurdo e cruel, mas possível. Neste mundo, o pai e o menino rumam em direção ao sul, seguindo a hipótese de que lá encontrarão outros como eles. Sua única obrigação é vasculhar casas e lojas destruídas em busca de comida e permanecer abrigados e escondidos das ameaças. Esta é a trama. Sobreviver.</p>
<p>Não sabia que era possível criar um cenário tão terrível com frases simples e curtas, num texto enxuto e direto como o de McCarthy. É o primeiro livro que leio dele. Queria saber se esta é uma característica de sua escrita, ou se este formato foi usado apenas neste livro.</p>
<p>Farei agora um comentário sobre o desfecho do livro. Leia se quiser. Minha única ressalva fica por conta do uso da fé para concluir a história. Em nenhum momento durante a trama o narrador faz referência a qualquer tipo de crença divina, ou melhor, faz referência à descrença. O que nos leva a acreditar que os personagens estão abandonados a sua sorte. No entanto, no final, a fé em Deus surge como elemento redentor, que parece ter guiado o homem e o menino durante toda a estrada. O que não é verdade. Eles carregam sim o &#8220;fogo&#8221;, uma espécie de crença na bondade e no amor do ser-humano, mas nem o pai nem o garoto parecem acreditar numa força superior que os protege.  Evocar a presença de Deus no final com tanto vigor destoou da maneira com que a história foi contada. Confesso que a palavra &#8220;moralista&#8221; passou pela minha cabeça. Mas depois de ter acompanhado a evolução da trama, o domínio do autor sobre sua obra, a viagem inédita que Cormac me proporcionou, prefiro acreditar que ele quis dizer algo além da minha capacidade de interpretação.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/trechossublinhados.wordpress.com/68/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/trechossublinhados.wordpress.com/68/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/trechossublinhados.wordpress.com/68/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/trechossublinhados.wordpress.com/68/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/trechossublinhados.wordpress.com/68/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/trechossublinhados.wordpress.com/68/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/trechossublinhados.wordpress.com/68/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/trechossublinhados.wordpress.com/68/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/trechossublinhados.wordpress.com/68/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/trechossublinhados.wordpress.com/68/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/trechossublinhados.wordpress.com/68/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/trechossublinhados.wordpress.com/68/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/trechossublinhados.wordpress.com/68/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/trechossublinhados.wordpress.com/68/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=trechossublinhados.wordpress.com&amp;blog=7285127&amp;post=68&amp;subd=trechossublinhados&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Cordilheira</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Apr 2009 17:14:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>camila</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[cordilheira]]></category>
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		<description><![CDATA[Se me lembro bem da proposta inicial do projeto Amores Expressos, os autores convidados viajariam para cidades diferentes ao redor do mundo com o compromisso de produzir um romance, tendo sua cidade de destino como pano de fundo. Ok. Outro aspecto é que as histórias deveriam falar de amor. Pois bem. Ao terminar Cordilheira, obra [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=trechossublinhados.wordpress.com&amp;blog=7285127&amp;post=58&amp;subd=trechossublinhados&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="regular"><img class="alignright size-full wp-image-80" title="cordilheira_galera1" src="http://trechossublinhados.files.wordpress.com/2009/04/cordilheira_galera1.jpg?w=160&#038;h=241" alt="cordilheira_galera1" width="160" height="241" />Se me lembro bem da proposta inicial do projeto Amores Expressos, os autores convidados viajariam para cidades diferentes ao redor do mundo com o compromisso de produzir um romance, tendo sua cidade de destino como pano de fundo. Ok. Outro aspecto é que as histórias deveriam falar de amor. Pois bem. Ao terminar Cordilheira, obra festejada de Daniel Galera, publicada pelo selo no final de 2008, me pergunto: onde está a história de amor em sua trama? Chego a duvidar da minha sensibilidade por não identificar manifestações de amor em Cordilheira. Estaria no desejo louco da protagonista, Anita, em ser mãe? Em seu amor volátil pelo namorado? Nas lembranças que guarda de seu pai morto? No amor pela literatura? O que Anita ama?</div>
<div class="regular">Durante toda a leitura procurei por esta resposta. Talvez tenha lido errado, mas o fato é que Anita não ama nada. Não existe amor em Cordilheira.</div>
<div class="regular">
<p>Dito isso e superada uma expectativa frustrada, o livro de Daniel Galera é um salto em relação às duas obras anteriores, Até o dia em que o cão morreu e Mãos de Cavalo. Na primeira, Daniel brinca de roleta-russa. Arrisca ao escolher soluções fáceis, como a morte do cão ou a doença de Marcela, como se estivesse testando o humor de seus leitores. Na segunda, a impressão de que o autor sentia na pluma o peso de ser publicado por uma grande editora me acompanhou por todas as páginas. Apesar da coerência da história, não há ali a pegada de Galera, sua criatividade, tão evidentes nos contos de Dentes Guardados.</p>
<p>Quanto ao Cordilheira, apesar de ressalvas e poréns para algumas passagens que descrevem o comportamento feminino, o livro merece os elogios que recebeu. Nele, o autor narra a história de Anita, uma jovem escritora de relativo sucesso e que agora renega o livro que lhe deu notoriedade. Anita é irredutível em seu desejo de engravidar. Apesar de viver de alguns bicos, e com um namorado que prefere adiar a paternidade, a escritora bate o pé e faz manha, sem dar ouvidos a quem ousa contrariá-la em sua vontade. Cansada dos tormentos do seu mundinho, do fantasma da morte que ronda sua história pessoal, a personagem aceita um convite para falar de sua obra na feira do livro de Buenos Aires. Lá conhece Holden e seus amigos tão misteriosos quanto esquisitos, que não economizam no fervor e na paixão para defender seus livros favoritos. É neste ponto que realmente começa a trama de Cordilheira, uma alfinetada sobre a importância que se dá à literatura, a de L maiúsculo e a de L minúsculo. O tema ganha contornos originais nesta ficção, com o desenrolar da história sinistra dos personagens que Anita encontra em Buenos Aires. Rituais, mistério, um pouquinho de violência e sexo são manipulados com habilidade pelo autor para desenvolver o tema de Cordilheira.</p>
<p>Sobre Anita, sem dúvida, é uma moça atormentada, mimada (apesar de órfã, o que não deixa de ser estranho). Mas o que incomoda, o que levanta a dúvida sobre a pertinência do seu desejo de ser mãe, é sua completa falta de ternura pelo que quer que seja. Anita não vê o mundo com bons olhos, vive com os fantasmas da morte e do suicídio, e ter uma percepção positiva do mundo é condição fundamental para que uma mulher queira colocar um filho nele.</p>
<p>Por outro lado, elementos presentes nos primeiros contos de Daniel, como os rituais, sendo alguns macabros, e também uma certa violência gratuita, como o acidente no meio da estrada em Ushuaia, deram fôlego ao texto. Em Cordilheira, ao invés destas cenas terem um fim em si, elas são costuradas e justificadas pelo mesmo tema, que é o papel da literatura, o que realça ainda mais a dramaticidade das cenas.</p>
<p>Apesar de ter passado boas horas na companhia de Anita, arrisco afirmar que o forte de Daniel ainda é o conto. A naturalidade com que coisas bizarras acontecem, a forma como o autor discorre sobre sentimentos, e principalmente a maneira como ele consegue traduzir sensações tão profundas de maneira muito simples, tudo isso tem impacto ainda maior em seus textos curtos e suas frases bem torneadas. Espero seu próximo livro, torcendo para que seja de contos.</p>
<p>Trecho selecionado:</p>
<p>“É comum ficarmos sem compensação nenhuma para um desastre, uma agressão, um erro, uma doença, o fim de um amor, a perda de uma pessoa amada. É uma questão de perspectiva, ou de fé. Nascemos com um prazo limitado para interpretar o mundo. Fazemos o que podemos. O legado de todos que nos precederam nesse esforço pode ajudar ou confundir, e em última instância ninguém pode provar nada. Atribuir um propósito superior a um lance qualquer da vida é construir uma ficção muito pessoal. Dar sentido ao mundo é um ato criativo. Uma visão de mundo é uma narrativa.” p. 74.</p>
<p>GALERA, Daniel. <em>Cordilheira</em>. São Paulo: Companhia das Letras. 2008.</p>
<p>Você também pode ler essa resenha no <a href="http://www.amalgama.blog.br/05/2009/por-tras-da-cordilheira/" target="_blank">Amálgama</a>.</div>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/trechossublinhados.wordpress.com/58/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/trechossublinhados.wordpress.com/58/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/trechossublinhados.wordpress.com/58/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/trechossublinhados.wordpress.com/58/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/trechossublinhados.wordpress.com/58/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/trechossublinhados.wordpress.com/58/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/trechossublinhados.wordpress.com/58/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/trechossublinhados.wordpress.com/58/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/trechossublinhados.wordpress.com/58/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/trechossublinhados.wordpress.com/58/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/trechossublinhados.wordpress.com/58/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/trechossublinhados.wordpress.com/58/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/trechossublinhados.wordpress.com/58/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/trechossublinhados.wordpress.com/58/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=trechossublinhados.wordpress.com&amp;blog=7285127&amp;post=58&amp;subd=trechossublinhados&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Um passeio em Silent Hill</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Apr 2009 17:13:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>camila</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[a estrada]]></category>
		<category><![CDATA[cormac mccarthy]]></category>
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		<description><![CDATA[Avançando pelas páginas de A Estrada, de Cormac McCarthy, tenho a nítida impressão de estar em Silent Hill. Pai e filho perambulam entre os perigos de uma terra devastada, onde as ameaças estão por todos os lados: na neve que cai, nas árvores incendiadas, nas cidades desertas, no frio, na falta de comida, na violência [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=trechossublinhados.wordpress.com&amp;blog=7285127&amp;post=56&amp;subd=trechossublinhados&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="regular">Avançando pelas páginas de <a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=3219533&amp;sid=9601951681146393902769139&amp;k5=1285AD15&amp;uid=" target="_blank">A Estrada</a>, de Cormac McCarthy, tenho a nítida impressão de estar em <a href="http://www.sonypictures.com/homevideo/silenthill/" target="_blank">Silent Hill</a>. Pai e filho perambulam entre os perigos de uma terra devastada, onde as ameaças estão por todos os lados: na neve que cai, nas árvores incendiadas, nas cidades desertas, no frio, na falta de comida, na violência dos pequenos grupos de humanos que aterrorizam os que atravessam seu caminho. A desolação, o suspense constante, a sensação de um perigo próximo são os rastros deixados pelo autor, em cada parágrafo construído.</div>
<div class="regular"></div>
<div class="regular">Ainda estou na metade, e dois trechos merecem destaque:</div>
<div class="regular"></div>
<div class="regular">“Ele começou a descer os degraus toscos de madeira. Enfiou a cabeça ali e acendeu o isqueiro e varreu a escuridão com a chama como se fosse uma oferenda. Frio e umidade. Um fedor terrível. O menino agarrado ao seu casaco. Ele podia ver parte de uma parede de pedra. Chão de argila. Um velho colchão manchado de escuro. Ele se agachou e desdeu mais um pouco e segurou a luz estendida. Amontoadas junto à parede estavam pessoas nuas, homens e mulheres, todos tentando se esconder, ocultando o rosto com as mãos. No colchão estava deitado um homem cujas pernas estavam faltando até a altura dos quadris e os cotos escuros e queimados. O cheiro era hediondo.” p. 93-94</div>
<div class="regular">
<p>“Pegou a mão do menino e colocou o revólver nela. Pegue, ele sussurrou. Pegue. O menino estava aterrorizado. Colocou o braço em torno dele e o abraçou. O corpo tão magro. Não tenha medo, ele disse. Se eles te acharem, você vai ter que fazer isto. Está entendendo? Shh. Não chore. Está me ouvindo? Você sabe como fazer. Coloca dentro da boca e aponta para cima. Faça rápido e como força. Está entendendo? Pare de chorar. Está entendendo?” p. 95</p>
<p>Tem coragem?</p>
<p>McCarthy, Cormac. <em>A Estrada</em>. Rio de Janeiro: Objetiva, 2007. Tradução de Adriana Lisboa.</p>
<p>trecho selecionado em 6 de abril de 2009.</p></div>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/trechossublinhados.wordpress.com/56/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/trechossublinhados.wordpress.com/56/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/trechossublinhados.wordpress.com/56/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/trechossublinhados.wordpress.com/56/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/trechossublinhados.wordpress.com/56/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/trechossublinhados.wordpress.com/56/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/trechossublinhados.wordpress.com/56/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/trechossublinhados.wordpress.com/56/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/trechossublinhados.wordpress.com/56/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/trechossublinhados.wordpress.com/56/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/trechossublinhados.wordpress.com/56/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/trechossublinhados.wordpress.com/56/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/trechossublinhados.wordpress.com/56/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/trechossublinhados.wordpress.com/56/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=trechossublinhados.wordpress.com&amp;blog=7285127&amp;post=56&amp;subd=trechossublinhados&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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